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O meu verdadeiro carrasco

O desabafo de um recém diagnosticado borderline O verdadeiro causador da minha dor… Durante anos eu acreditei que o causador da minha dor, o meu carrasco, seria uma pessoa que não me escolheu, mas me toquei que no fim eu quem não me escolhi, pois optei por ser leal a uma pessoa que me usou como ponte. Hoje, depois do meu diagnóstico de tpb, entendo que ambas eram minhas pessoas preferidas, e tentando não perder nenhum, acabei perdendo os dois. De um lado temos quem vinha a ser meu melhor amigo, que de uma hora para outra se viu apaixonado por mim e me deixou sem reação, mas eu não quis ficar com ele, porque assim como eu, minha amiga também era apaixonada por ele. Do outro lado temos essa amiga, que sabia que eu também era apaixonado por ele, mas aceitou namorá-lo, o que de fato não me machucou, pois eu dei muito a apoio para que essa relação acontecesse, o que me magoou, emocionalmente me destruiu, foi o fato desse meu melhor amigo não aceitar o espaço e os limites que eu impus quando...

Você não quer demais, só está cobrando quem é de menos.

Saudosa Clarisse Lispector: "Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei. E por me perder, eu te perderia" Não podemos entrar em um rio esperar mergulhar direto no oceano.  Pessoas são da mesma maneira, não podemos cobrar profundidade de alguém raso, ou que escolheu te manter no raso. É difícil de aceitar, mas podemos sim, não ser tão importante para alguém, quanto esse alguém é para nós. E isso não nos faz menos importante, mas deve fazer repensar a importância que você dá para essa pessoa. Muitas vezes é difícil aceitar que já mergulhamos juntos na profundidade um do outro, mas a vida é uma constante mudança, e os seres humanos fazem parte desse todo. Nos conhecemos outras pessoas, ou mudamos de prioridades, e você pode ser deixado de lado nesse processo. E isso pode não parecer doloroso para o outro, então quando você expressa, ele se sente cobrado. E a sua dor piora, pois você já sentia que aquela relação estava se desfazendo, e o outro...

Que o amor morra para eu viver

 E quando eu tive que matar o amor para sobreviver? Desde pequenos somos ensinados, seja por religião, patriarcado, ou pela sociedade, que devemos “buscar” ou “esperar” o amor romântico. E a indústria do entretenimento reforça esse tipo de sentimento quando faz filmes onde a “princesa” é salva pelo “príncipe encantado" ou mostrando duas pessoas que foram destinadas a ficarem juntas ou mostrando amores “à primeira vista”. Mas na vida real, um príncipe não virá te salvar dos seus monstros. Não existe amor à primeira vista, amor é um sentimento construído. E não existe isso de estar “destinado” a ficar com alguém, não existe a “pessoa certa”, mas sim a pessoa disposta. Essa busca e essa espera pelo amor romântico gera um sentimento que te pede para ser paciente, pequeno e quase invisível. Pois uma vez que não aprendemos a criar o amor em nós, antes de esperar por ele vindo do outro, passamos a buscar por alguém “diferente”, mas não diferente dos outros. Buscamos por um “ideal”, uma i...

Minha Mandinga

 Meus amuletos de proteção: Se ame, antes de amar. Seja leal a você antes de ser leal aos outros. Continue seguindo sua ética, defendendo quem ama e lutando pelo que acredita. Aprecie cada momento da vida – os bons e os ruins. Não existem monstros. Cada pessoa te dará o que pode. E se o que o outro pode te dar te machuca ou te limita, saia. Qualquer lugar que te diminua, que te faça sentir menor do que você é, não é o seu lugar. O seu lar é você mesmo. Mente, corpo e espírito.

Meu olhar borderline

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  Meu olhar borderline Autoanálise de um paciente que aprendeu a se olhar antes de tentar ser visto e se amar antes de tentar ser amado “Você já olhou nos olhos de alguém que aprendeu a amar com medo? Alguém que aprendeu que o amor e a dor andam juntos?” O olhar que carrega melancolia, carrega a tristeza de quem já esteve vulnerável e foi usado, um olhar que marca todos os que se aproximam demais, marcado pela carência que se esconde atrás de uma armadura de autoconfiança, marcado também por lealdade, mas que transmite também verdade em paralelo à mentira, dor em paralelo à paixão, alegria em paralelo à tristeza e a vontade ser amado em paralelo ao medo de ser abandonado. Se o amor é um sentimento que se cativa no outro e o outro cativa em nós, o border cansa de não ser cativado da mesma maneira. De amar aos gritos e receber amor em ruídos . Isso gera desconforto, e repetição leva à frustração, os amigos já não suportam mais nos ver passando pelas mesmas dores, e isso gera uma repr...
 E quando amar vira sofrer?   Se permitir ser amado sem se perder de si mesmo "Escrito por alguém com borderline após a terapia e após sua busca por validação" As vezes na busca pelo amor acabamos criando uma idealização da pessoa ao qual estamos apaixonados, e esse ideal cai por terra quando as falhas dessa pessoa aparecem. A verdade é que fomos ensinados pelo patriarcado a amar da forma errada, fomos ensinados a buscar ou esperar pelo príncipe encantado que nos “salvará” dos nossos monstros.  Mas a realidade é que isso gera dependência e desgaste emocional, nos leva a aceitar e fazer coisas tóxicas, que machucam, mas o que nos é passado não é amor: É validação, é a busca por ser visto, a busca por alguém “diferente”. Isso leva-nos a ignorar barreiras como a distância, o distanciamento desse alguém, as faltas desse alguém, as atitudes ruins desse alguém, tudo para sermos escolhidos, as vezes viramos as costas para os nossos amigos, nos afastamos da nossa família, e ...