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Meu olhar borderline

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  Meu olhar borderline Autoanálise de um paciente que aprendeu a se olhar antes de tentar ser visto e se amar antes de tentar ser amado “Você já olhou nos olhos de alguém que aprendeu a amar com medo? Alguém que aprendeu que o amor e a dor andam juntos?” O olhar que carrega melancolia, carrega a tristeza de quem já esteve vulnerável e foi usado, um olhar que marca todos os que se aproximam demais, marcado pela carência que se esconde atrás de uma armadura de autoconfiança, marcado também por lealdade, mas que transmite também verdade em paralelo à mentira, dor em paralelo à paixão, alegria em paralelo à tristeza e a vontade ser amado em paralelo ao medo de ser abandonado. Se o amor é um sentimento que se cativa no outro e o outro cativa em nós, o border cansa de não ser cativado da mesma maneira. De amar aos gritos e receber amor em ruídos . Isso gera desconforto, e repetição leva à frustração, os amigos já não suportam mais nos ver passando pelas mesmas dores, e isso gera uma repr...
 E quando amar vira sofrer?   Se permitir ser amado sem se perder de si mesmo "Escrito por alguém com borderline após a terapia e após sua busca por validação" As vezes na busca pelo amor acabamos criando uma idealização da pessoa ao qual estamos apaixonados, e esse ideal cai por terra quando as falhas dessa pessoa aparecem. A verdade é que fomos ensinados pelo patriarcado a amar da forma errada, fomos ensinados a buscar ou esperar pelo príncipe encantado que nos “salvará” dos nossos monstros.  Mas a realidade é que isso gera dependência e desgaste emocional, nos leva a aceitar e fazer coisas tóxicas, que machucam, mas o que nos é passado não é amor: É validação, é a busca por ser visto, a busca por alguém “diferente”. Isso leva-nos a ignorar barreiras como a distância, o distanciamento desse alguém, as faltas desse alguém, as atitudes ruins desse alguém, tudo para sermos escolhidos, as vezes viramos as costas para os nossos amigos, nos afastamos da nossa família, e ...