Meu olhar borderline
Meu olhar borderline Autoanálise de um paciente que aprendeu a se olhar antes de tentar ser visto e se amar antes de tentar ser amado “Você já olhou nos olhos de alguém que aprendeu a amar com medo? Alguém que aprendeu que o amor e a dor andam juntos?” O olhar que carrega melancolia, carrega a tristeza de quem já esteve vulnerável e foi usado, um olhar que marca todos os que se aproximam demais, marcado pela carência que se esconde atrás de uma armadura de autoconfiança, marcado também por lealdade, mas que transmite também verdade em paralelo à mentira, dor em paralelo à paixão, alegria em paralelo à tristeza e a vontade ser amado em paralelo ao medo de ser abandonado. Se o amor é um sentimento que se cativa no outro e o outro cativa em nós, o border cansa de não ser cativado da mesma maneira. De amar aos gritos e receber amor em ruídos . Isso gera desconforto, e repetição leva à frustração, os amigos já não suportam mais nos ver passando pelas mesmas dores, e isso gera uma repr...